segunda-feira, 1 de março de 2010

A dança da Morte



Ele esta na trincheira quando escuta seu canto

Tralala lalala, tralala lalala

Vê a mulher caminhando, só, pela bruma

Ela traz um sorriso nos lábios

Sua pele é branca como algodão

Os cabelos longos, lisos e negros

A boca é um contraste dos lábios vermelhos com os dentes brancos.

E o sorriso é de gelar os ossos.


De repente um disparo

E outro, e mais outro

Inicia-se a batalha

E a cantoria dela aumenta

Tralala lalala tralala lalala

Tralala

Tralala lalala


Um círculo de fogo se forma entorno dela

Muitos caiem dos dois lados

O sangue voa pelos ares

E a cantoria se intensifica

Tralala lalala tralala lalala

Tralala

Tralala lalala

Tralala lalala tralala lalala

Tralala


Ela salta e gira num rítimo frenético

Parece um sátiro saltando à fogueira

Mas seus pés não produzem som

Ela dança e meus olhos não saem dela

Os tiros são muitos e não me preocupo


Ela dança feliz

O sorriso nos lábios

Os olhos azuis faíscam

O diabo fez o palco e ela dança


Pulos e rodopios, corpos caindo

O chão vermelho, encharcado de sangue

E a morte pula e gira dentro do circulo de fogo

Cantarola sua musica infernal e doce


Linda, ela chama meu nome

Sequioso caminho até ela

Tiros passam por mim sem me atingir

A morte me convida a dançar

É impossível resistir

Pulo e giro dentro do circulo de fogo

Minha arma dispara

Rajadas e mais rajadas de chumbo

Ela ri e pula comigo e gira comigo

E canta comigo

Tralala lalala tralala lalala

Tralala

Tralala lalala


É doce e gostoso dançar com a morte.


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