quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Inferno
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sobre rosas

Eu não gosto do cheiro de rosas
Elas sempre me lembram morte.
Esquisito. Porque tulipas,
Tulipas, sim, são símbolos de morte
Rosas são sempre associadas ao amor,
Justamente o oposto.
Por que não margaridas?
São mais alegres e joviais,
Mais vivas, e o miolo amarelo, e as pétalas brancas.
O amor tem que ser sempre alegue,
Porque se não, pra que senti-lo?
O cheiro de rosas me lembra funeral,
Acho que é por isso que não o gosto.
A morte não me incomoda, os funerais, sim.
São chatos e contraproducentes.
Choram os mortos, mas devemos é festejar.
Li uma vez, que tem um pais
Em que se festeja quando alguém velho morre
Porque ele viveu bastante.
Não sei se tem rosas lá.
Tem gente que adora rosas,
Eu não, prefiro Tulipas,
E margarida, e sempre-vivas,
E orquídeas, e Hortênsias...
São mais alegres
quarta-feira, 17 de março de 2010
Cheiro de flores

Todos choram sobre mim
E o cheiro de flores é insuportável.
Eu caminhava pela rua
Já com rosas nas mãos
Só tinha a parca luz da lua
A iluminar meu caminho
E o cheiro de rosas é irrespirável
Passei por bares a procurá-la
Nunca fora santa, era puta diziam
Amava-a muito, nunca a julgava
Se fosse puta ou não pouco importava
E o cheiro de flores é intragável
Perto do posto travestis
Logo depois traficantes
Chegou a policia, tiros!
E o cheiro de flores é inegável
Todos choram sobre mim
O dia é de sol forte
E o cheiro de flores é insuportável
Espelho Cego
Só e sentado, o Homem reflete a si mesmo.
Na solidão de si, já não há mais Deus,
Nem amor, nem ódio, nem fé
No escuro ele pensa sobre tudo,
No silencio ele escuta a verdade:
Ninguém se importa.
Somente ele é a verdade,
Jogado no canto de sua alma.
O silencio e o escuro.
No escuro ele viu a vida.
Inesquecível, imperdoável, implacável.

No silencio ele ouve o nada.
Vazio e cheio de si.
O nada o completa e o mata,
O nada lhe acrescenta,
O nada o traz a realidade,
O nada o faz ver que
O nada não está ali também.
Sentado e só, o homem reflete a si mesmo.
segunda-feira, 1 de março de 2010
A dança da Morte
Ele esta na trincheira quando escuta seu canto
Tralala lalala, tralala lalala
Vê a mulher caminhando, só, pela bruma
Ela traz um sorriso nos lábios
Sua pele é branca como algodão
Os cabelos longos, lisos e negros
A boca é um contraste dos lábios vermelhos com os dentes brancos.
E o sorriso é de gelar os ossos.
De repente um disparo
E outro, e mais outro
Inicia-se a batalha
E a cantoria dela aumenta
Tralala lalala tralala lalala
Tralala
Tralala lalala
Um círculo de fogo se forma entorno dela
Muitos caiem dos dois lados
O sangue voa pelos ares
E a cantoria se intensifica
Tralala lalala tralala lalala
Tralala
Tralala lalala
Tralala lalala tralala lalala
Tralala
Ela salta e gira num rítimo frenético
Parece um sátiro saltando à fogueira
Mas seus pés não produzem som
Ela dança e meus olhos não saem dela
Os tiros são muitos e não me preocupo
Ela dança feliz
O sorriso nos lábios
Os olhos azuis faíscam
O diabo fez o palco e ela dança
Pulos e rodopios, corpos caindo
O chão vermelho, encharcado de sangue
E a morte pula e gira dentro do circulo de fogo
Cantarola sua musica infernal e doce
Linda, ela chama meu nome
Sequioso caminho até ela
Tiros passam por mim sem me atingir
A morte me convida a dançar
É impossível resistir
Pulo e giro dentro do circulo de fogo
Minha arma dispara
Rajadas e mais rajadas de chumbo
Ela ri e pula comigo e gira comigo
E canta comigo
Tralala lalala tralala lalala
Tralala
Tralala lalala
É doce e gostoso dançar com a morte.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
... Pois é tudo da Lei



